Monday, April 27, 2009

Some reasons why...

Some reasons why emigration has been less of an option than a need for me are related to my upbringing and how my parents envision the way our country, more often than not, sinks in economic, cultural and structural depression. Other reasons come to my mind as I observe my surroundings and, unfortunately, intuition is often confirmed by facts.



I've learned that Dutch mothers are fierce (parents maybe) in what comes to educating their children. Fierce in the sense that they will devise very efficiently how to steer them through the early years of their lives but with no agressiveness, with firmness but not total control. A wise awareness of any disrupting due to external factors instead of an obsessive fear of the unknown. As in other situations the Dutch reveal themselves very rational. Additionally, the Dutch parents I know, despite their racionality, are tender and very loving with their kids. Almost obsessed with the idea of being " a parent that is present, there for their child". Childcare is no joke in the Netherlands.



The following recent study http://www.cpag.org.uk/info/ChildWellbeingandChildPoverty.pdf, by the CPAG - Children Poverty Action Group - an UK based organization, shows that in Europe while Portuguese children are very prone to be unhappy, Dutch children are the likeliest to be happy. 29 countries were evaluated on what regards children's needs for Health, Education, Subjective Well-being and other factors. Portugal comes out as one of the countries where children are most likely to be unhappy, being the 21st on the list, while the Netherlands holds 1st (!) place for likelihood of children to be happy.



Emigration is, in what concerns a "happy" future, not an option. If I am to have kids I want to raise them happy, with a pinch of rationality to be learned from mine and their side.



-------------------------------------------------------------------------------------------------



Emigrar é uma palavra que em português soa primeiramente como algo de desesperado, desprestigiante, sinónimo de pouca cultura ou gosto pelo dinheiro. "Os emigras" diz-se frequentemente, entre dentes, quando se encontram portugueses que decidiram arriscar e embrenhar-se em culturas por vezes totalmente diferentes da sua para encontrarem uma vida mais estável e fonte de maior satisfação.



É provável que muitos tenham por objectivo enriquecer e assim que puderem voltar à pátria de bolso cheio. Contudo, acredito que mais são aqueles que deparando-se com determinados "bens" cujo valor material não é fácil de pesar (Educação, Organização, diversidade de Culturas, acesso à Cultura, cuidados de Saúde ...) se rendem ao espírito do país para onde emigraram.



Uma das coisas que me apaixona nos Países Baixos é a Educação das crianças. Embora não concordando com tudo (nomeadamente uma espécie de "guetização" emergente nas escolas preparatórias em que crianças acabam divididas por escolas de "alóctones" vs. escolas de holandeses "nativos" por vício do sistema), fascina-me o empenho que as mães e pais holandeses de modo geral demonstram na educação dos seus filhos. Como se toda a sua ternura transbordasse dessa quase obsessão de se revelar um "progenitor" presente, activo na educação dos seus filhos. Sem pressionar controladoramente mas atentos, aparentemente regidos por uma frequente atitude racional sobre as coisas e sobra vida (que por vezes pode ser cansativa), demonstram-se incansáveis nesse papel de pais que abrem caminho para os filhos se tornarem adultos com auto-estima, independentes e com opinião própria. Quase como se a competição para ver quem tem o carro mais caro aqui fosse para ver quem se dedica mais aos filhos. Com benefícios óbvios para a criança.

É aqui que estas "intuições" parecem ir por total acaso ao encontro do que observam outros que mais estruturadamente estudam a vida das crianças europeias. Num recente estudo da organização britânica de Acção contra a Pobreza Infantil (CPAG - Children Poverty Action Group), 29 países europeus foram avaliados quanto à probabilidade de as crianças nos respectivos países serem felizes -http://www.cpag.org.uk/info/ChildWellbeingandChildPoverty.pdf em inglês ou neste blog em português http://noticias.pt.msn.com/article.aspx?cp-documentid=16253815.

Para determinar esse "nível de felicidade" foram usados como critérios índices sobre acesso à Saúde, Educação, Bens materiais e outros. Esta iniciativa revela que enquanto Portugal se limita a um parco 21º lugar na tabela os Países Baixos são os 1ºs em probabilidade de verem as suas crianças crescerem felizes. "Opvoeding" diz-se em holandês. Como que "nutrição", do corpo e da alma. Uma tarefa que é levada aparentemente muito a sério.

Resta-me completar que tabelas são indicadores e não números absolutos e por outro lado não são sinal irrevogável de um futuro negro e imutável ou de paraísos na terra. Contudo, para se provar que as tabelas têm de ser renovadas temos pela frente muito trabalho. Não chega mostra-me preocupada com a situação e aguardar calmamente. Pressinto que quando e chegar a minha vez terei de contribuir de alguma maneira para tentar lutar contra a estatística. Porém, pelo menos por enquanto, sinto que terei de começar a partir destas latitudes. De exemplos encorajadores próximos.

Monday, March 2, 2009

A gralha porque...

The crow because...
One of these days S. shouted from the shower:
"Yes? Dear?"
After all he had heard but the cry of a crow. I smiled.
It could only be taken as a compliment.

When the Amstel froze... it was chilly then but the Sun rays were generous.




Sunday, March 1, 2009

Vale a pena ver ou rever

António Barreto produziu um documentário intitulado "Portugal - um retrato social", realizado por Joana Pontes e que foi emitido pela RTP1 em 2007.

Teremos estados atentos? Teremos implementado fortemente as mudanças necessárias em todas as frentes, ou só em algumas? Em que será que podemos ajudar? Vou organizar ideias...

E se... grito 1º em tom de desabafo.

Em que posso ser-lhe útil?

E se, enquanto dentro do PS e de outros partidos políticos se discute quem tem ou vai ter que cargo a governar o país, houvesse um grupo de cidadãos portugueses sem cara, anónimos mas altamente dedicados e grandemente competentes (eu acredito na existência desses portugueses, eu conheço vários) que governassem o país em silêncio na sombra?
Tal qual como no conto do sapateiro e dos ratos que puxam os cordéis para completar a obra inacabada eu acredito que um grupo de pessoas assim era capaz de efectivamente mudar para melhor a nossa sociedade, enquanto a cosmética toma lugar nas grandes parangonas dos jornais, enquanto de decide quem é amigo de quem, que inimigos vão sofrer baixas.
Somos uma nação pobre em muita coisa. Mas em honestidade, em competência, em cultura e em dedicação não somos. Precisa é de depurar-se essas virtudes no meio do lodo. Lodo leia-se os burocratas inflexíveis (burocracia pode ajudar mas dogmas não obrigada), os espertalhaços e os amigos dos espertalhaços que sorriem à medida que eles vão se baboseando nas suas ilegalidades conscientes.
Ad hoc, aceitam-se recrutas!